A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 18/06/2021

Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte - instituíram o Estado de Direito, a fim de garantir a segurança como valor de uma sociedade fraterna. Todavia, a falta de tecnologia no combate à criminalidade impede que o direito constitucional seja aplicado na prática. Com efeito, a solução do problema pressupõe que se combata o despreparo do Estado e a involução digital das autoridades brasileiras.

Diante disso, a Quarta Revolução Industrial engloba o estágio mais avançado da ciência no mundo, como a inteligência artificial, robótica e big data. No entanto, o Brasil não faz uso de tais benefícios e torna nítido o descompromisso com a sociedade, que por sua vez acha-se desamparada mediante a tanta marginalidade. Isso atesta um país inseguro onde delinquentes permanecem livres da justiça, o que comumente faz crescer a taxa de delitos. Nesse viés, embora a existência da Indústria 4.0 seja positiva sua implementação a nível nacional prossegue de forma lenta. Assim, se o Estado não agir o país continuará sem uma capacitação tecnológica eficiente.

Ademais, a involução digital das autoridades policiais dificulta o combate ao crime. Nesse contexto, após o sequestro da menina Amber, os Estados Unidos desenvolveram um aviso sonoro capaz de comunicar em massa o rapto de crianças, com integração nas mídias sociais. Por outro lado, o Brasil até 2019 não tinha um cadastro nacional de pessoas desaparecidas. Logo, o Sistema de Segurança Pública demonstra uma limitação tecnológica que viabiliza a perpetuação de infrações e este permanece inerte, uma vez que, o investimento em inovação tecnológica não é devidamente valorizada. Dessa forma, enquanto o declínio digital se mantiver o Brasil não será exemplo de segurança e um dos mais graves problemas persistirá: a criminalidade.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para valorizar o uso da tecnologia frente ao crime. Nesse sentido, o Governo - responsável pelos interesses da administração federal em toda nação - deve efetuar a instalação de aparatos tecnológicos, por meio da integração da segurança pública, como o uso de câmeras e drones capazes de monitorar possíveis suspeitos. Essa iniciativa teria a finalidade de solucionar o despreparo Estatal, bem como a involução digital e dessa forma, tornar o país confiante.