A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 17/08/2021
Sob a óptica dos filósofos Contratualistas, o Estado foi criado por meio de um “Pacto Social” com o propósito de organizar a vida coletiva. No entanto, na sociedade brasileira, o Estado não está garantindo a segurança da população, principalmente, nos crimes cibernéticos. Nesse sentido, percebe-se que a tecnologia deveria ser uma das aliadas ao combate da criminalidade e, na verdade, está ocorrendo o oposto, o qual é decorrente não só do investimento em tecnologia, mas também da necessidade de fortificar a segurança como um direito social.
O intenso processo de globalização, nas últimas décadas, contribuiu de modo significativo para a Revolução Tecnocientífica e Informacional, promovendo a aproximação entre povos, culturas e etnias diversas no globo terrestre; fenômeno conhecido como aldeia global. Entretanto, esse progresso não foi homogêneo nas relações interpessoais, já que no Brasil, os avanços da tecnologia na segurança pública não foram tão considerativos quanto em outros paíse, um exemplo dos Estados Unidos. Dessa forma, com esse pouco investimento e a não mudança de pensamento de que as técnicas mais modernas, com uso de tecnologia, de repressão é tão essencial para o combate do crime organizado, como também dos crimes praticados pela internet que, lamentavelmente, a criminalidade tende só a aumentar.
Somado a isso, sob a égide dos seguidores de Tomás de Aquino, a desigualdade social em uma sociedade democrática é que todos os seres humanos são dignos e têm a mesma importância. Porém, no século XX, o agravamento das desigualdades sociais e o crescente clamor dos pobres e das políticas políticas e espirituais com eles apontados levaram ao Estado do Bem-Estar Social, estabelecido juridicamente pela primeira vez com as constituições mexicana e alemã. No Brasil, a justiça social foi implementada na Constituição brasileira de 1988, porém esse direito em sua maior parte das ocasiões apenas permanecerá no papel.
É imprescindível, portanto, que os Ministérios da Educação e o da Justiça e da Segurança Pública, em parceria com a Tecnologia, criem um projeto para ser desenvolvido nas escolas e comunidades, o qual promova debates, apresentações artísticas, atividades lúdicas e feiras de tecnologia a respeito da segurança pública, dos desafios de combater a crimininalidade e formentar novos meios tecnológicos para ajudar no combate ao crime- uma vez que ações culturais coletivas têm um imenso poder transformador-, a fim de que a comunidade escolar e a sociedade em geral Portanto- obter conhecimento sobre seus direitos e poder exijir melhorias na segurança pública, como a formação de um curso universitário para melhorar o curso teórico e prático.