A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 13/10/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos os direitos fundamentais à segurança e à educação. Conquanto, o constante crescimento da criminalidade no Brasil desenvolve inúmeras adversidades, as quais evidenciam a necessidade de recorrer aos mecanismos tecnológicos, com o propósito de combater essa situação. Assim, é necessário entender alguns aspectos de ordem educacional e social que envolvem essa temática, de modo a configurar uma resolução para essa problemática.
Primeiramente, é imprescindível mencionar que a educação é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país. A partir disso, segundo o britânico Sir Arthur Lewis, o investimento na educação possui retorno garantido. Dessa maneira, observa-se que a falta de debates relacionados à tecnologia nas escolas torna-se uma das responsáveis pela baixa instrução direcionada aos jovens estudantes. Por conseguinte, essa coletividade transforma-se em adultos sem conhecimentos básicos sobre como os meios de tecnologia podem agir na garantia das regalias, desse modo, o resultado desse estudo ineficiente nos colégios é refletido no aumento de vítimas de ações criminosas. Logo, é preciso buscar meios de mitigar esse óbice, por intermédio do ensino à juventude brasileira.
Ademais, é de suma importância salientar a precariedade de investimentos em segurança pública como uma impulsionadora desse impasse. Outrossim, de acordo com o filósofo Platão, o importante da vida não é viver, mas viver bem. Sendo assim, é fundamental ressaltar que os precários recursos tecnológicos atribuídos à “luta” contra os delitos cooperam para impedir a boa vivência em sociedade. Consequentemente, a inexistência de câmeras em locais afastados dos centros urbanos influencia na ocorrência de crimes sem que hajam agentes para evitá-los e, como resultado, os comportamentos criminalizados possuem a tendência de persistir em cenário nacional. Dessa forma, é indispensável resolver esse empecilho, com a disposição de mecanismos que possam proteger o povo brasileiro.
A partir das considerações feitas, fica evidente que a tecnologia no combate à criminalidade possui diversos desafios no Brasil, por isso é preciso superar as objeções que esse tema propõe. Portanto, o Ministério da Educação, como órgão responsável pela administração e promoção da educação no país, deve integrar matérias relacionadas ao âmbito tecnológico às escolas e, ainda, o Estado deve realizar investimentos em segurança pública. Nesse sentido, essas ações podem ser feitas não só com eventos ministrados por profissionais de Tecnologia da Informação (TI) em escolas de ensino médio, mas também com a disposição de câmeras, com a finalidade de garantir as regalias previstas pela DUDH.