A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 22/10/2021
Na obra cinematográfica brasileira “Tropa de Elite 2, o inimigo agora é outro” é retratado o poder moderador imposto pelas milícias nas favelas do Rio de Janeiro, em que são utilizadas diversas escutas telefônicas na tentativa de combater essa realidade. Fora da trama, o Governo insiste em negligenciar diversos recursos tecnológicos no combate à criminalidade, não só pela negligência do Estado em investir na polícia militar, mas também pela imensa corrupção que se encontra dentro do sistema de segurança pública no país. Logo, faz-se de forma urgente a análise dos fatores que contribuem com esse quadro.
Em primeira análise, convém enfatizar o menosprezo governamental em investir num melhor preparo aos policiais militares como um fator contribuinte à ausência de recursos tecnológicos no combate à criminalidade no Brasil. Segundo o filósofo grego Aristóteles, o Estado é responsável em garantir o bem-estar na sociedade. No contexto atual, a irresponsabilidade estatal é nítida, já que os agentes da lei não possuem recursos necessários para lutar igualmente contra os criminosos, causando uma desordem geral que prejudica a todos.
Ademais, vale ressaltar os diversos esquemas de corrupção presentes no sistema de segurança pública no país como agravantes desse quadro infeliz. Em Santa Catarina, um a cada quatro policias estão utilizando câmeras acopladas em suas fardas para acompanhamento de abordagens, tecnologia essa que ainda não é comum entre os militares por conta da ausência de investimentos. Analogamente, diversos agentes da lei não fazem a mínima questão de possuir o equipamento de filmagem em seus uniformes, pois alguns utilizam do abuso de autoridade para exceder da força e/ou adquirir recursos além do que podem possuir.
Depreende-se, assim, a necessidade de combater essas adversidades. Para isso, cabe ao Governo, através de investimentos financeiros, aumentar os recursos tecnológicos para todas as policias presentes no país, principalmente a Militar, já que eles que arriscam mais as suas vidas e merecem uma mínima vantagem em relação aos criminosos, realizando uma busca e apreensão mais sucinta. Paralelamente, convém, também ao Governo, reformular os editais dos concursos para a área de segurança pública do país, buscando sempre possuir um agente bem intencionado e focado em manter a ordem no seu lugar de atuação. Portanto, consolidar-se-á uma sociedade mais segura e tecnológica, onde não será necessário possuir outros grandes inimigos, sem dar continuidade à trama “Tropa de Elite”.