A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 17/11/2021

Jane Britton - uma alua de pós-graduação na Universidade de Harvard - foi encontrada morta em seu apartamento em janeiro de 1969. Após quase 50 anos do crime, o caso foi solucionado devido os avanços na tecnologia de testes de DNA que conseguiram identificar o assassino. O progresso tecnológico se tornou um aliado não só na segurança do cidadão, mas também para a ciência forense relacionada à investigação e no combate ao crime. Problema esse, que deve ser discutido e solucionado pelas autoridades vigentes.

Precipuamente, vale ressaltar uma pesquisa feita pelo Instituto DataFolha, no qual mostrou que um em cada três brasileiros já teve um parente ou amigo assassinado. Outra pesquisa diz que três em cada quatro brasileiros têm medo de serem assassinados, o que justifica o aumento do setor de segurança eletrônica. Para exemplificar, durante a pandemia houve um aumento de 22% na procura por câmeras de segurança e cerca elétrica. Entretanto, não só o cidadão, mas o Estado deve investir em ferramentas tecnológicas que proteja o indivíduo e combata o crime.

Indubitavelmente, quanto melhor for o trabalho dos órgãos de segurança e fiscalização, menores serão os índices de criminalidade. Contudo, enquanto os crimes se tornam cada vez mais sofisticados (ao acompanhar o ritmo das novas tecnologias), há pouco investimento na segurança pública, além da falta de estratégia e inteligência. Isso mostra a necessidade do aprimoramento não só dos equipamentos, mas também do treinamento das equipes para se qualificarem e se atualizarem ao cenário atual.

Medidas, portanto, devem ser tomadas para resolver esse impasse. O Ministério de Segurança Pública deve, primeiramente, investir em cursos de conhecimento atuais e tecnológicos aos policiais e outros agentes de segurança, justamente para saberem utilizar as novas técnicas de investigação, prevenção, entre outros. Em seguida, fornecer ferramentas modernas e básicas, como computadores, drones, câmeras, e todo o aparato necessário. É dever do Estado garantir a segurança pública à população, mas para isso deve-se acompanhar, em todos os sentidos, a nova era social e tecnológica.