A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 18/11/2021

De acordo com a Constituição de 1988, os cidadãos brasileiros possuem o direito à segurança, de modo a ser garantido a proteção contra a criminalidade. Entretanto, o Brasil contemporâneo evidencia diversas barreiras que impedem a utilização satisfatória da tecnologia no combate ao crime, o que contribui para a experimentação incompleta desse direito. Diante disso, deve-se averiguar dois fatores que concretizam a problemática, os quais devem ser combatidos: a insuficiência de investimentos governamentais e a ineficácia da integração entre agências de segurança no país.

Primeiramente, é fulcral ilustrar esse dilema por meio do conceito de instituições zumbis orquestrado pelo sociólogo Zygmunt Bauman. Nesse contexto, o Estado possui organizações que, apesar de existirem, carecem de recursos e, por esse motivo, não exercem sua função de maneira eficiente. Nesse âmbito, de acordo com dados coletados pelas Secretarias de Segurança Pública dos Estados, a precarização de investimentos em tecnologia corroboram para a ineficácia do combate à criminalidade, visto que o número de câmeras e equipamentos de segurança permanece escasso.

Consequentemente, a desvalorização da tecnologia associada às agências responsáveis pela segurança pública intensifica a desintegração de informações entre os estados e municípios. Nesse sentido, segundo o Ministério da Justiça e da Segurança, a ausência de um sistema único que auxilie em conjunto as equipes policiais de diferentes regiões favorece o engessamento da segurança brasileira. Dessa forma, faz-se necessário a criação de aplicativos os quais integrem diferentes dados entre as agências públicas, a fim de potencializar a tecnologia no ambiente investigativo.

Portanto, para que as barreiras mencionadas sejam atenuadas, é mister que o Ministério da Segurança e da Justiça fomente medidas que potencializem a melhora dos investimentos em tecnologia, bem como da integração regional de dados. Para isso, o monitoramento de áreas com alto índice de criminalidade deve ser elevado, por meio do aumento do número de câmeras de segurança, além da intensificação da parceria entre polícias de estados e municípios distintos, por meio da criação de uma base de dados única e acessível às agências públicas. Desse modo, assim como aborda a Constituição de 1988, o direito à segurança seria garantido e consolidado no país