A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 19/11/2021

“A tecnologia move o mundo”. Nessa concepção, a afirmação atribuída à Steven Jobs - empresário e inventor no setor tecnológico - é facilmente aplicável ao uso da tecnologia no combate à criminalidade, ao considerar que o avanço desse sistema propiciou ferramentas eficientes na luta contra o crime, o que representa grande avanço da ciência. Com efeito, há de se deliberar como a ineficiência do Estado e a patologia social têm influência na questão.

Diante desse cenário, o modesto controle estatal é uma das principais causas dos elevados índices de criminalidade. A esse respeito, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Globalização e as consequências humanas”, disserta que a sociedade caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle do Estado. Nessa ótica, a globalização não só proporcionou o avanço de muitos setores - principalmente o tecnológico - mas também propiciou a ação de muitos crimes. Por conseguinte, a precária atuação do Estado facilita com que o mundo do crime se beneficie da cultura da impunidade. Diante disso, é impreterível que órgãos especializados do governo desenvolvam mecanismos eficientes no combate à criminalidade.

Ademais, em segundo plano, o caos social figura outro desafio. Acerca disso, o sociólogo francês Émile Durkheim afirma que os fatos sociais podem ser normais ou patológicos, na medida em que um ambiente patológico, em crise, rompe toda a harmonia social. Dessa maneira, o uso da tecnologia -câmeras de segurança, alarmes, sensores - tem demonstrado efetividade no combate aos fatos patológicos: criminalidade, haja vista que ambientes monitorados desmotivam a contravenção - roubo, furto, violência -, o que representa o expressivo avanço da tecnologia no combate à essa prática. Assim, é imprescindível que mais estudos sejam desenvolvidos para aprimorar ainda mais esses sistemas tecnológicos.

É mister, portanto, que a tecnologia no combate à criminalidade continue avançando no país. Para tanto, o Ministério Público - responsável por fiscalizar a aplicação das leis - deve, por meio de Ação Civil Pública, denunciar autoridades omissas, do setor da educação e tecnologia nacional, quanto ao necessário investimento para o desenvolvimento das tecnologias, especificamente, no combate à criminalidade. Essa medida terá por objetivo fomentar mais investimentos na educação: com mais bolsas de iniciação científicas e equipamentos para a pesquisa, para que o mundo do crime seja fragilizado pelo uso da ciência. Feito isso, a célebre frase de Jobs será, muito em breve, a expressão de um progresso social.