A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 23/05/2022
Alan Turing, matemático britânico e pai da computação, sonhava um futuro em que a tecnologia pudesse estar presente em todos os aspectos e setores da socie-dade. Nesse contexto, podemos afirmar que esse futuro já é palpável, as redes de comunicação e informação nos possibilitam coisas que eram inimagináveis há cem anos atrás. Dessa forma, a inteligência das máquinas toma protagonismo na atua-ção dos órgãos de segurança pública, monitoramento e agilidade nos processos trazem o maior aproveitamento das tropas e reduz imprevistos operacionais.
Por exemplo, no ano de 2021, a Segurança Pública do Estado de São Paulo, imple-mentou o uso de câmeras nas fardas dos servidores, com o objetivo de aumentar a fiscalização e transparências nas ações policiais, alêm de protegê-los de falsas acu-sações. De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo, o índice letal das operações dos batalhões com câmeras instituídas caiu 89% em todo Estado, na comparação com o mesmo período em 2020. Efetivamente, a vigilância garante firmemente a aplica-ção da lei com provas visuais e sonoras dos casos, tanto para os servidores que atuam de forma irregular, quanto para os criminosos.
Simultaneamente, vale destacar a crescente atuação tecnológica nas regiões ama-zônicas. Atráves de satélites, as equipes fiscalizadoras gozam das poderosas ferra-mentas de monitoramento, alimentadas com alta precisão de localidade e imagens de alta definição, facilitando assim o reconhecimento de zonas que enfrentam dia-riamente os danos ambientais causados pelo garimpo ílegal. De acordo com a jor-nalista ambiental Duda Menegassi, a plataforma é capaz de analisar 326 milhões de imagens de alta resolução – que cobrem toda a extensão da Amazônia, não apenas no Brasil.
Em suma, os avanços destacados anteriormente ratificam a eficiência das tecnolo-gias em prol da segurança pública. Desse modo, é dever da Polícia Federal junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ampliar a distribuição de câmeras entre bata-lhões em Estados e municípios, para expandir a transparência das abordagens e fiscalização, a fim de reduzir progressivamente a atuação criminosa em todas as re-giões do Brasil. Certamente, nesse caminho, podemos caminhar cada vez mais próximos aos sonhos visionários de Alan Turing.