A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 25/07/2022

A manutenção da ordem e segurança públicas são deveres do estado, ao fiscali-zar violações das prerrogativas estabelecidas pela Carta Magna. Apesar disso, a sua estratégia contra transgressões tem se mostrado ineficiente, evidenciando a urgên-cia da tecnologia no combate à criminalidade, tanto pela necessidade do poder pú-blico atuar de forma a desarticular o crime, quanto pela ineficácia da estratégia de repressão de delitos, tradicional nas cidades brasileiras.

Primeiramente, a Polícia Civil, instrumento estadual, e a Polícia Federal, devem e-xercer trabalho investigativo, que é essencial e eficaz. Neste contexto, a série CSI, da rede estadunidense CBS, retrata a solução de crimes com base na tecnologia e integração entre os agentes de segurança e a mesma. Fora da ficção, a ausência da inovação nacional e barata no país inviabiliza a ação dos servidores de segurança para investigação de delitos em larga escala, como no caso de facções criminosas e contrabando de armas e drogas. Logo, a tecnologia tem papel primordial no com-bate à criminalidade por aproximar investigações de eventos e reduzir a energia e recursos desprendidos no trabalho policial.

Em segundo lugar, o crime que mais agrava a sensação de insegurança da socie-dade brasileira, de acordo com o historiador Leandro Karnal, é o roubo, de forma a espelhar toda estratégia repressiva, tradicional no Brasil, dos órgãos de segurança. Entretanto, como retratado no filme “Tropa de Elite”, da Globo Filmes, agentes ar-mados na rua não impedem delitos, apenas os tiram de vista. Por isso, a tecnologia tem papel essencial e excedente ao planejamento de segurança pública adotada e aplicada pelo estado, ao passo que a educação e geração de empregos também são fatores determinantes e importantes na redução da criminalidade.

Portanto, a tecnologia tem a capacidade de combater diretamente e indiretamen-te a criminalidade. Para isso, é necessário que o Governo Federal, junto aos Minis-tério da Educação e Defesa, crie uma divisão para o desenvolvimento de tecnolo-gia, nas universidades federais, voltada às necessidades da Polícia e Exército, crian-do emprego e renda. Junto disso, realize concursos para delegado da Polícia Civil e Federal, com Governos Estaduais, aumentando o efetivo e utilizando, assim, a tecnologia para reduzir a criminalidade e tornar o país mais seguro.