A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 28/08/2022

No drama “The Equalize - A protetora”, a protagonista Robin, ex-agente, se associa a uma equipe de especialistas em sistemas tecnológicos para combater crimes inconclusos. Entretanto, na realidade brasileira, a utilização da tecnologia em detrimento a criminalidade é vagarosa, visto que se distingue dos avanços cibernéticos atuais. Logo, isso se deve á ausência da iniciativa governamental, de tal forma que estagna metodologias contra infrações.

A negligência do Estado frente às demandas da segurança pública, inseridas em um contexto de um país continental e ascensão das redes digitais, demonstra, portanto, que as ações superficiais adotadas são ineficazes. Sob esse viés, a Constituição Cidadã de 1988, prescreve que é dever das autoridades garantir o direito à segurança. Diante disso, denota-se a questionável atuação do governo, dado que a subutilização da tecnologia na manutenção do bem-estar geral interfere na asseguração desse direito. Dessa forma, esse impasse gera prejuízos que permeiam âmbitos essenciais ao cidadão, pois áreas como saúde e educação ficam reféns de uma segurança arcaica e sucateada.

Por conseguinte, devido às faltosas iniciativas, os métodos investigativos e de proteção utilizados hodiernamente não coincidem com os atuais processos de informação e respostas instantâneas, assim, torna-se ultrapassado e inapropriado para os novos e antigos delitos. Consoante a isso, vale ressaltar a presença da Quarta Revolução Industrial, a qual engloba um conjunto de tecnologias avançadas como a Inteligência Artificial (I.A.), robótica e internet das coisas. Nesse sentido, é notório que a carência do uso desses mecanismos afeta a qualidade das investigações, bem como a desejável redução e prevenção de crimes.

Portanto, urge a necessidade de uma ação conjunta entre Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e o Ministério da Justiça e Segurança Pública para elaborar e promover legislações administrativas e financeiras que implemente o atual sistema criminal, mediante o auxílio do Congresso nacional e a ação integrada das hierarquias policiais e a iniciativa tecnológica privada, a fim de assegurar um processo de trocas de informação ágil e produtivo. Desse modo, exemplos de atuações ficcionais como a da Robin, sejam espelhados no mundo real.