A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/09/2022
A obra “Utopia”,do escritor inglês Thomas More,retrata uma sociedade perfeita,caracterizada pela ausência de conflitos.Entretanto,a realidade brasileira difere desse cenário fictício, uma vez que os desafios para a implementação da tecnologia no combate a crimes dificultam a concretização dos planos de More.Nesse contexto,é evidente que esse antagonismo é fruto de questões estatais e sociais.Diante disso,faz-se mister analisar os entraves da problemática.
Em primeira análise,é notório que a inoperância governamental é causa direta do problema.Consoante a Carta Magna de 1988,garantir a segurança e o bem-estar social é um dever do Estado e um direito de todos.Contudo,no que tange a oferecer mecanismos tecnológicos que auxiliem na desarticulação e identificação de grupos criminosos,o Poder Público falha,haja vista que não investe na
compra e nem na manutenção desses aparatos fulcrais para garantir a proteção coletiva.Urge a reformulação da postura da governança para mitigar o imbróglio.
Em segunda análise,convém ressaltar que a falta de capacitação para o bom uso da tecnologia no enfrentamento da criminalidade contribui para a ineficiência das ações policiais.Conforme o filósofo alemão Immanuel Kant,“O homem é aquilo que a educação faz dele”.Tal premissa revela que a carência de treinamento dos agentes da segurança pública do país configura-se como um grave erro que corrobora para que equipamentos como drones e camêras não sejam eficazes na supervisão e,por conseguinte,na prevenção de atos violentos.
Ante o exposto,medidas são primordiais para sanar a questão.Logo,cabe ao Minitério da Justiça e Segurança Pública,por meio de auditorias e protocolos ,cobrar das esferas governamentais a aquisição e reparo de ferramentas inovadoras ,com o objetivo de fornecer à nação os direitos devidos por lei
.Posto isso, a relevância do uso da modernização na luta contra atos hediondos será respeitada e o quadro criado por More enfim alcançado.