A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 23/05/2023

A série britânica Black Mirror relata, em vários episódios, a tecnologia em função da segurança pública o que torna evidente o uso de sistemas avançados, a fim de controlar o crime. Embora o seriado retrate alguns mecanismos fictícios, a tecnolo-gia no combate à criminalidade, além de já ser de uso comum, necessita de apri-moramento. Logo, urge o desenvolvimento da tecnologia na segurança e a capaci-tação de pessoas para controlar estes sistemas, pois tanto a polícia como os ban-didos possuem acesso a tais ferramentas tecnológicas.

De certo, a luta contra ataques criminosos esta cada vez mais complexa, já que os delinquentes também dispõem de sistemas desenvolvidos, invadindo banco de dados de quaisquer empresas. Um dos mais famosos hackers, Kevim Mitnick, inva-diu computadores de operadoras de telefonia e provedores de internet, causando prejuízos econômicos às empresas, sendo um dos cibercriminosos mais procura-do. Essa situação ocorre cotidianamente, por meio de roubos de senhas de bancos, sites falsos, invasão a dados pessoais e celulares. Dessa forma, a polícia ter em mãos dispositivos avançados para enfrentar a bandidagem, permite que os agen-tes de segurança esteja à frente do ataques criminosos.

Entretanto, nem sempre há pessoas suficientes capacitadas para atuar em computadores avançados para a segurança. Consoante a isso, o filme Além das Estrelas, mostra um cenário de alta tecnologia da Nasa com escassez de funcio-nários que saibam configurar os servidores, dificultando o uso dessas máquinas para seus devidos fins. Não somente, um estudo realizado pela Stifterverband, estimou a necessidade de cerca de 700 mil trabalhadores qualificados no setor tecnológico em até 2023. Em suma, é evidente a demanda de cursos especializa-dos em capacitar os agentes da segurança na utilização da tecnologia.

Portanto, as condições que levam a essa problemática precisam ser reparadas. Para isto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, em parceria com o Ministério da Justiça, deve disponibilizar recursos de capacitação à inteligência e para o desenvolvimento tecnológico nos sistemas de segurança publica. Ademais, esta ação deve ser feita por meio de empresas especializadas e estudos avança-dos em programas de internet, a fim de combater a criminalidade.