A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 23/07/2023
Promulgada em 1988, a Carta Magna brasileira elenca o desenvolvimento tecnológico como meta nacional e imputa ao Estado o dever de provê-lo. Nesse contexto, os novos recursos que surgem apresentam diversas serventias, como o combate à criminalidade, o qual pode ser realizado por mecanismos de vigilância e de controle (como câmeras e alarmes). Diante disso, com o fito de mitigar o crime, cabe ao Estado investir em recursos e em profissionais hábeis a manioulá-los e, à sociedade, cabe orientar-se para o usufruto adequado dos novos recursos
Sob esse viés, tem-se que a atuação do governo é essencial para a redução do crime. Nesse ínterim, tal assertiva é ratificada pelo entendimento do filósofo Jeremy Bentham, na obra o “Panóptico”, na qual sustenta que os criminosos hesitam em transgredir ao sentirem-se vigiados e passíveis de punição. Dessa forma, fica claro que o desenvolvimento de recursos avançados (como câmeras que filmem com qualidade independente de condições adversas de luminosidade) podem ser uma ótima forma de reduzir os delitos em espaços públicos, o que contribuirá com a segurança das cidades.
Outrossim, salienta-se que a sociedade deve adaptar-se ao uso desses novos recursos. Nesse ponto, o antropólogo Roberto DaMatta, em “Carnavais, malandros e heróis”, critica a inércia daqueles que esperam que soluções milagrosas venham da política. Em contrapartida, o autor sustenta que resultados melhores surgem quando o povo é inserido como agente de mudança. Por conseguinte, a participação dos cidadãos deve consistir em habilitar-se a utilizar as novas tecnologias e a conscientizar-se da importância delas, de modo a ampliar o alcance desses itens no combate ao crime.
Destarte, depreende-se que o Estado e a sociedade são entes copartícipes da solução em pauta. Logo, cabe ao Congresso nacional, por meio de processo legislativo, a abertura de uma comissão especial que atue de modo a viabilizar o avanço científico no país. Para isso, os parlamentares deverão ouvir especialstas no assunto, de modo a adaptar os recursos existentes às mais diversas finalidades, como a do combate à criminalidade. Assim, ao unir a tecnologia com a habilidade em operá-la, os índices de delitos tenderão à redução.