A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 25/03/2024

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civlização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea no tocante ao mal uso da tecnologia no combate à criminalidade. Nesse sentido, há de se descontruir não só a falta de efetividade do Estado, bem como a disparidade econômica que favorecem o quadro atual.

A princípio, convém ressaltar que a inoperância governamental é um potencializador da adversidade. A respeito disso, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Tal concepção, todavia, não se aplica à conjuntura observada, haja vista que o governo não tem se empanhado, de forma eficaz, em aplicar a tecnologia no cobate à criminalidade. Dessa forma, a segurança pública não tem novos equipamentos comprados ou cursos preparatórios para os agentes de segurança lidarem com os novos aparelhos.

Outrossim, a desigualdade social é outro complexo difiultador. Nesse contexto, em 1988, Ulysses Guimarães promulgou a Carta Magna e estabeleceu que a República deveria ser capaz de garantir o desenvolvimento nacional e o bem-estar social a todos. Entretanto, a falta de recursos das famílias carentes vai de encontro a tal máxima e compromete, entre outros aspectos, o uso da tecnologia para sua segurança. Assim, essas famílias não possuem poder aquisitivo para comprarem câmeras e sensores e, consequentemente, não são beneficiadas pela tecnologia em sua defesa pessoal.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas, a fim de resolver o impasse. Para tanto, é papel do Governo Federal, mediante melhor redirecionamento de verbas da União, promover envio de novos equipamentos e fomentar cursos preparatórios para os agentes de segurança, a fim de evitar o analfabetismo digital na defesa pública e atualizar o sistema. Ademais, deve instalar câmeras em periferias e ampliar os programas assistencialistas, com o propósito de minimizar os efeitos negativos da desigualdade social, além de garantir segurança às populações carentes também.