A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/10/2020

Avanços tecnológicos e novos meios de escravização.

Karl Marx concebe o trabalho como a atividade fundamental da sociedade, de modo que, seria o fator que diferencia os humanos dos demais animais. Todavia, com os avanços tecnológicos e a divisão do trabalho no decorrer das revoluções industriais, a desvalorização do trabalhador tornou-se algo contínuo, sendo, o emprego informal e a substituição da mão de obra humana por máquinas fatores que contribuem com a precarização dos trabalhos e o aumento da exploração trabalhista.       Primordialmente, é pertinente o reconhecimento das mudanças nas relações trabalhistas na atualidade, os vínculos empregatícios tornam-se progressivamente mais informais, a chamada “Uberização do trabalho” tornou visível às tendências do mercado, visto que, segundo dados do IBGE, em 2020, 38,4 milhões de pessoas se encontram em trabalhos informais, o que corresponde a 41,1% dos empregos em relação ao total da força de trabalho. Ademais, com o aumento do desemprego e a dificuldade de recolocação laboral, a ocupação informal tornou-se a única alternativa para muitos cidadãos.

Por conseguinte, a substituição da mão de obra humana por máquinas têm gerado grandes transformações no mercado, como: a diminuição dos postos de trabalho e, uma demanda por pessoas qualificadas, colaborando assim para a elevação do número de desempregados. Dado que, somente cidadãos que possuírem amplo acesso à educação manter-se-ão em seus ofícios e certamente terão melhor renda. Pois, conforme dados do estudo realizado por Sergio Firpo, professor do Insper, um trabalhador com diploma pode ganhar até 5,7 vezes mais do que os outros profissionais com outros níveis de escolaridade.

Logo, medidas que visem a garantir a ocupação trabalhista devem ser reforçadas, pois o aumento do desemprego contribui com a exploração trabalhista, tal qual, a dificuldade de recolocação no mercado, gerando insegurança, a qual consequentemente aumenta o número de trabalhos informais e a violação dos direitos trabalhistas. Portanto, cabe ao Governo Federal destinar verbas para o fomento ao emprego, podendo realizar o aumento dos gastos públicos em infraestrutura, bem como, a criação de uma renda básica universal que garanta a todos a satisfação de suas necessidades básica, o que deve ser feito mediante a diminuição do salário e benefícios dos políticos com o proposito de garantir o equilíbrio social.