A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/12/2020

As revoluções que vem acontecendo a milênios e se intensinficando década após década, principalmente, após a revolução industrial e atualmente pelas revoluções tecnológicas vem alterando constantemente as relações de trabalho. Criticado por muitos no passado, o uso de máquinas vem desde cedo substituindo o trabalho braçal em todos os setores econômicos, diminuindo assim, o vínculo empregado-empregador. Da mesma forma, as tecnologias que estão sendo empregadas ultimamente nos serviços de entregas, hospedagem e até mesmo empregos convencionais utilizando o home office gera uma liberdade nunca antes vista nos sistemas tradicionais de trabalho.

Liberdade que privilegia grandes companhias que conseguem usar a tecnologia ao seu favor, contudo, essa mesma liberdade transforma-se em ônus e risco para o trabalhador, como no exemplo do Uber ou mesmo plataformas de entregas que, quem realiza o trabalho em si, como o motoqueiro ou o motorista de aplicativo acaba por ter todos os seus direitos trabalhistas não garantidos, e ainda, deve arcar com todas as despesas do seu equipamento de trabalho.

É incontestável os benefícios das inovações tecnológicas para o mundo moderno e improvável retroceder nesse sentindo, porém, devemos utilizar das experiências vívidas no passado em outras momentos de grandes mudanças, para evitar exploração das classes trabalhadoras, garantido condições adequadas e justas de trabalho ao modo que as empresas possam continuar expandindo, gerando mais empregos, e por outro lado, os trablhadores possam sentir-se seguros nas realizações das atividades propostas. Entretanto, isto só será possivel, ampliando e melhorando continuamente nosso sistema de regulamentações de empresas de tecnologia e proteção ao trabalhor.