A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/10/2020

O debate sobre a uberização do trabalho na era tecnológica se iniciou durante a 4º Revolução Industrial, quando o surgimento das primeiras entregas eram pedidas por meio da inteligência artificial. No entanto, é inegável e crucial o trabalho no Brasil, esse assunto tem assumido novas configurações que exigem uma preocupação. Desse modo, é necessário analisar dois pontos acerca de tal quadro: a gestão de tempo e a precarização do trabalho.

Dentre tantos aspectos positivos, o que mais se destaca entre os benefícios da internet é o caráter de sua acessibilidade. É simples publicas e acessar conteúdos dos mais variados campos do conhecimento, o que representa um poder de acesso e disponibilidade de tempo. Por meio da internet, a comida, livros, entre outros itens, podendo também acompanhar o trajeto do entregador por aplicativos. Sendo assim, pode-se afirmar que a internet inaugurou uma nova geração e cultura, que é caracterizada pela globalização e acessibilidade.

Além disso, nos últimos anos, têm sido frequente o debate sobre o trabalho informal e por demanda. Como por exemplo entregadores do Ifood que não tem carteira assinada, assim, não há direitos trabalhistas. De acordo com IBGE, em 2018 o Brasil estava com 13 milhões de desempregados, fatos esses, facilmente notados com o aumento dos trabalhos informais. Sob esse viés, é possível depreender que a necessidade da população brasileira em busca de serviço aceita o informal conforme a necessidade da população.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação, em conjunto com Ministério da Economia, deve propor uma criação de uma carteira estudantil, por meio de um projeto de lei entregue à Câmera dos Deputados. Tal carteira será disponibilizada aos cidadãos que requisitarem e comprovarem estar matriculados em cursos técnicos. Espera-se com essa ação, a qualificação da população para melhorar sua capacitação afim de ter um trabalho digno com direitos trabalhistas.