A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 30/10/2020
No filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, é mostrado, de forma caricata a robotização e exploração do trabalho humano, como uma crítica aos avanços industriais dos séculos XVIII e XIX. Hoje em dia, podemos traçar um paralelo com essa realidade com a “uberização” do trabalho, que é visto por uns como uma nova revolução, mas por outros, como exploração, devido sua precariedade.
Os apoiadores da “uberização” defendem que tal modelo é a economia do futuro, pois está fortemente atrelada à tecnologia e se adapta a o que a sociedade pede atualmente. Tal argumento é válido pois as pessoas hoje em dia realmente têm a tecnologia extremamente presente em suas vidas e pedem que cada vez mais as coisas sejam “on demand”, que cheguem o mais rápido possível em suas mãos.
Porém, mesmo com isso em mente, algumas pessoas não apoiam esse modelo, pois por ainda ter um caráter quase que informal, acaba por ter uma regulamentação muito precária da mão de obra que a exerce, como é o caso dos motoristas de aplicativos de transporte e de comida, que de expõem ao perigo das ruas diariamente e não sao assistidos por suas empresas caso ocorra um imprevisto como acidente de trânsito.
Portanto, fica claro que mesmo sendo importante para o avanço da sociedade, a “uberização” ainda é um problema devido sua precariedade. Para solucionar tal problema, é necessário que o governo federal associado ao ministério do trabalho crie um projeto chamado “Trabalhador Digital”, que vise regulamentar tais trabalhadores informais para que assim eles tenham seus direitos e sejam assistidos.