A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/10/2020

Em 1930 com a Era Vargas, a carteira de trabalho tornou-se “cidadania regulada”, essa trouxe aos trabalhadores direitos e deveres, nos quais, a maioria, são mantidos até os dias atuais. Analogamente, na atualidade brasílica, com os desdobramentos da pandemia da covid-19, a brasileiro teve que se rein-

ventar e a tão almejada carteira de trabalho deixou de ser prioridade, os trabalhos informais e autônomos cresceram em grande escala, principalmente pela tecnologia avançada . Nesse sentido, dois aspectos de fazem relevantes em relação a “uberização” dos empregos: a grande oferta em oportunidades, em controvérsia, com o desamparo e falta de estabilidade.

Assim sendo, em primeiro plano, é relevante ressaltar que a era tecnológica nessa situação de crise foi favorável para que novas alternativas para o desemprego fossem criadas. Acerca disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o surto de corona vírus fez o número de desempregados no Brasil aumentar em 20,9%, entre maio e julho. Sob esse viés, é de clara percepção que a população brasileira precisou procurar diferentes alternativas para enfrentar tal problema, como por exemplo, os ofícios de entrega por aplicativos, já que grande parte da população precisa ficar em casa, a liberdade para novos caminhos cresceu.

Em segundo plano, mesmo com essas todas as vantagens proporcionadas por toda essa autonomia, é inegável que, como consequência desse avanço, a desestabilidade e a desproteção pela legislação por esse serviços é um fato, desse modo, contribui para a precarização. Nesse contexto, o professor do UniCEUB e especialista em direito do trabalho, Rogério Dias afirma: “A pessoa que faz esse serviço não tem nenhum direito ou garantia. Ele está totalmente desamparado pela legislação". Assim sendo, é importante encontrar caminhos para ponderar tais desvantagens, priorizando os efeitos positivos.

Portanto, a Secretaria de Trabalho juntamente com o Ministério da Economia, deve oferecer amparo a esse trabalhadores, por meio de uma emenda constitucional, a fim de estabilizar as condições desse crescente subemprego, para que essa pessoas tenham mais segurança e assim, cada vez mais, enfrentar a ociosidade no Brasil, só assim a “uberização” deixará de ser inconstante e resultará na autonomia do operário.