A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 04/11/2020

Desde a primeira revolução industrial estamos lidando com as consequências do avanço tecnológico. Essa realidade atual no Brasil, que convivemos no dia a dia, com a forte presença de tecnologias digitais, como “A uberização do trabalho”, esse processo consiste no trabalho autônomo o qual está desprovido de direitos trabalhistas. Logo, embora esse tipo de serviço seja visto como uma alternância ao desemprego, nota-se um problema de precarização do trabalho que esses indivíduos estão sujeitos.

Primeiramente, é importante destacar como a crise econômica e o desemprego em geral, influenciaram no ingresso em trabalhos por aplicativos. Entretanto, a economia continua estabilizada e por consequência disso ouve um aumento de trabalhos via plataformas digitas. Em defesa disso, segundo o IBGE, 4 milhões de pessoas trabalham para empresas de aplicativos de serviços no Brasil sem vínculos trabalhistas. Dessa forma, com a ausência de direitos e de regulamentação o indivíduo vê-se sem suporte pela empresa contratante.

Por consequência, o aumento da a desigualdade de gênero que atinge as mulheres nesse tipo de trabalho, se eleva por causa da precariedade do sistema de suporte. Logo o assédio dos clientes e pelos colegas de trabalho o qual as mulheres passam, além das diferenças salarias e a desvalorização do seu serviço. Em vista disso, um estudo publicado pelas universidades de Chicago e Stanford, nos EUA, mostrou que motoristas mulheres recebem um total de 7% de ganhos por hora a menos do que os homens. Assim, elas são as que mais sofrem com esse processo.

Em suma, que a “uberização” vivida pelos brasileiros não demostra uma solução prática e de curto prazo. Nesse âmbito o governo deve realizar um projeto de lei de regulamentação dos serviços prestados via plataformas digitas, por meio de regras a serem seguidas pelas empresas e com aplicação de multas em casos de violação dessas, a fim de garantir um suporte ao trabalhador por fim equiparar direitos entre homens e mulheres.