A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 23/11/2020

O mundo sofreu com grandes avanços tecnológicos devido a globalização, se tornou o meio mais fácil de produzir e divulgar conteúdo. Entretanto, ocorreu também a “uberização” do trabalho na era tecnológica, o desenvolvimento das grandes empresas que intensificou a desigualdade social e as taxas de desemprego no Brasil.

Em primeiro plano, as empresas evoluíram os meios de produção e de certa forma, fragilizaram os direitos trabalhistas e reforçou a desigualdade social desse meio de serviços. Dessa forma, o ideal de capitalismo de Karl Marx aumentou, ou seja, o que é produzido deveria ser também do poder dos trabalhadores. Porém, não ocorre isso e o empregado é posto à trabalhar o dia inteiro para receber menos que um salário mínimo e sem direito, caso ocorra algum acidente na sua locomoção dentro para o serviço.

Ademais, os desempregados, no Brasil possui uma porcentagem alarmante. De acordo com o IBGE, são cerca de 14% de pessoas sem trabalho, ou seja, esses indivíduos procuram qualquer meio para conseguir dinheiro para pagar as contas no final do mês. Dessa maneira, as grandes empresas aproveitam dessa precariedade, principalmente, os grandes negócios de aplicativos de comida rápida, como o “Ifood”, em que os empregados realizam entregas caminhando ou de bicicleta sem nenhum cuidado com o empregador.

Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho em conjunto com o Poder Legislativo, elaborarem leis e meios para fiscalização, em que os direitos dos trabalhadores sejam cumpridos. E também, por meio de parcerias com a mídia, elaborar campanhas em redes sociais para que o cidadão tenha conhecimento de seus direitos. Assim, a uberização seja um meio tecnológico para facilitar serviços e não tornar os direitos precários para os cidadãos.