A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/10/2020

Sem horários definidos, salários baixos e zero direitos trabalhistas. A “uberização” dos empregos criou uma onda de funcionários independentes, que através de aplicativos realizam tarefas remuneradas sem a necessidade de uma carteira assinada. Porém, o que veio como uma oportunidade de independência profissional, tornou-se uma forma de precarização dos trabalhos.

Primeiramente, é importante notar que os avanços nos meios de comunicação foram os principais responsáveis pelo surgimento desses vínculos trabalhistas efêmeros, a internet possibilitou que corporações empregassem funcionários de maneira completamente dinâmica. Entretanto, a falta de uma relação contratual remove a mediação estatal, que busca garantir padrões de segurança ao trabalhador através da CLT, possibilitando assim péssimas condições de ofício.

Assim sendo, frequentemente funcionários de aplicativo submetem-se à expedientes precários, com longas jornadas de baixa remuneração e sem qualquer garantia de proteção, em busca da própria sobrevivência. Afinal, de acordo com Ministério da Economia, apenas no Brasil, 14 milhões de pessoas enfrentam o desemprego, tornando assim qualquer fonte de renda a única oportunidade para uma parcela vulnerável da população, e o resultado são pessoas sofrendo com a “uberização” dos empregos, tendo que escolher entre ter dinheiro para próprio sustento ou viver boas condições de trabalho.

Destarte, é visível que a desregulamentação do trabalho afeta diretamente o empregado, sendo papel do Poder Legislativo, através da Senado Federal, por em vigor leis federais visando a regulamentação desses serviços por aplicativo, fazendo com que as empresas tenham que seguir os padrões do mercado no pagamento, tornando as jornadas de trabalho justas, além de garantir equipamentos de proteção individual para os seus funcionários, podendo assim garantir condições de trabalho justas para seus trabalhadores.