A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/10/2020

Desde o advento dos aplicativos que oferecem produtos e serviços com entrega à domicílio, o número de usuários dessa tecnologia cresce constantemente e embora pode-se observar uma maior liberdade de escolha e dinamismo das relações comerciais , o aumento dos empregos informais e trabalhadores do tipo “free lancer” é preocupante.

Segundo a constituição Federal de 1988 o trabalho de qualidade é um direito de todos, porém as oportunidades de contratações formais com direito a décimo terceiro , férias e todos os benefícios de um vínculo empregatício vem diminuindo. Sabe-se que para uma empresa é extremamente honeroso manter um funcionário, por isso muitas dessas optam por criar parcerias com entregadores , motoboys, e outros prestadores de serviços baseados na demanda , utilizando como forma de pagamento hora trabalhada ou participação no lucro. Todavia visando obter o maior lucro possível, essas grandes coorporações exploram o trabalho de tantos indivíduos que por falta de alternativas se submetem a qualquer situação para poder garantir o mínimo de dinheiro para sustentar-se.

Além disso, a taxa de desemprego no Brasil no segundo trimestre de 2020, de acordo com IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi para 11,8% , essa taxa leva em consideração pessoas acima de 14 anos aptas a trabalhar e que não conseguiram ocupação estável. Com isso, o sistema de “uberização” do trabalho se tornou uma chance de muitos estarem ativos economicamente , gerando uma circulação de renda e melhorando a economia.

Logo, é necessário que o Ministério do Trabalho e da Economia regulamente esse setor em crescimento de maneira que estimule seu crescimento sem deixar os trabalhadores da ponta sem assistência e garantias de qualidade no serviço. Isso poderia ser obtido por de meio de votação de leis de regulamentação pelo Sistema Legislativo e fiscalização do trabalho, e injeção de verbas e incentivos governamentais para aqueles que seguissem as regras trabalhistas em seus estabelecimentos. Assim todos teraim melhores condições inclusive os consumidores que estariam recebendo um serviço com um bom padrão.