A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 31/10/2020

Segundo a lei da inercia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne a “uberização” do trabalho na modernidade, que segue sem uma intervenção que o resolva. Esse cenário é fruto tanto do consumismo, quanto da priorização de interesses financeiros. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Precipuamente, o conceito de “sociedade de consumo” se torna bastante útil, pois é um termo utilizado para designar a sociedade que se caracteriza pelo consumo massivo,uma causa latente na questão é a priorização da velocidade em que os bens são produzidos à medida que é diminuido os custos de produção, assim atribuindo para uma mecanização do trabalho e desvalorização da mão de obra humana,visto que uma máquina é mais eficiente e custa menos. Desse modo, faz-se essencial a reformulação dessa visão empresárial que objetiva o lucro acima de tudo e todos.

Ademais, é imperativo ressaltar que à priorização de interesses financeiros como promotor do problema. De acordo com Theodor Adorno, filósofo da escola de frankfurt, cunhou o conceito de indústria cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural.Diante dessa perspectiva, problemas como da “uberização” dos trabalhadores florecem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções.Logo, tem-se objetificação dos sujeitos e de práticas sociais,isto é, a desvalorização do sujeito na produção do serviço.

Para esse fim, é preciso que ONG’s, em parceria com mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais que façam a sociedade repensar a priorização de seus interesses financeiros. Tais campanhas devem refletir a atuação desses interesses na irresolução da desvalorização do trabalhador, para que a população possa decidir criticamente quais são as prioridades que promovem um bem-estar coletivo. Em suma, é preciso que a população faça seu papel, pois como afirmou Nelson Mandela, “A prioridade é sermos honestos conosco. Nunca poderemos ter um impacto na sociedade se não nos mudarmos primeiro”.