A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 05/11/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos Humanos deixa claro, que todo homem tem direito à saúde, e o bem-estar social. Não obstante, percebe-se no Brasil, que os novos modelos de trabalho anúnciam facílidades, porém acentuam as desigualdades. Em síntese, o que era liberdade para os trabalhadores, se tornou precariedade, e os colocou em péssimas condições de trabalho, agora, experimentando um declínio imenso em sua qualidade de vida, o que afeta negativamente a sociedade como um todo. Diante isso,  cabe avaliar os fatores que sustentam essa problemática.

A priori, é importante dizer, que os  trabalhadores que antes realizavam suas atividades sob o amparo da lei, agora trabalham 12 ou mais horas por dia, sem nenhum plano de saúde e em condições muito difíceis, tudo isso, para melhorar sua qualidade de vida. Porém, o que acontece,  e que o povo novamente é enganado pelo empresariado brasileiro, que só pensa em seus lucros, em consoante ao que escreveu o filósofo Karl Marx “a alienação faz o proletariado trabalhar, sem nunca parar para conhecer, o real valor daquilo pelo qual trabalham.“ É notório, que as empresas encontraram através de aplicativos de uber, ifood, e tantos outros, uma maneira de burlar as regras legais, e estabelecer práticas abusivas com a classe mais vulnerável, que agora  tem que trabalhar sem sua carteira assinada.

Ademais, é fundamental lembrar a grande responsabilidade que o governo brasileiro tem nessa problemática, uma vez que, o Brasil é um país com dimensões continentais, e rico em recursos naturais, no entanto é um país pouco produtivo. Posto isso, nota-se que o país conta com poucas indústrias estatais, que poderiam agregar valor a matéria-prima brasileira, aumentando a arrecadação do país e gerando mais empregos. Entretanto, isso não acontece, levando a população mais pobre a sofrer em subempregos, e aceitar qualquer condição de trabalho, só para poder pagar as contas mensais. E dessa forma, é ressaltada a negligência do Parlamento brasileiro com seu povo.

Em suma, faz-se evidente, que os fatores sociais e culturais no Brasil sustentam o problema da precarizção nos empregos, de modo que, faz-se mister, que os trabalhadores se organizem em sindicatos, visando estabelecer um novo método de geração de empregos,  através de sites e aplicativos, buscando mante-los protegidos pela da lei e com mais justa distribuicao de lucro. E ainda, cabe ao Congresso Nacional, criar leis que possibilitem a liberação de verba, para criação de outro parque industrial no Brasil, com o intuito de aquecer o setor secundário, gerar empregos e aumentar a arrecadação,  que  poderá ser investida em saúde e educação no futuro. Certamente deste modo, o direito à saúde e bem-estar social será assegurado a todos no Brasil