A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 31/10/2020
Com advento da internet na segunda metade do século XX, durante a Guerra Fria, iniciou-se uma nova dinâmica social. Nesse sentido, com a eclosão da pandemia do novo Coronavírus, no início do ano 2020, houve uma reformulação nas relações de trabalho e prestação de serviços, como o aumento das lojas virtuais, por exemplo. Contudo, essa nova interação social trouxe diversos problemas, entre os quais o distanciamento social e o desemprego têm ganhado mais notoriedade. Desse modo, fatores como o precário sistema educacional, como também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio têm contribuído para esse cenário.
A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, nesse sentido, mecanizada. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam, muitas vezes, influenciados pela sua natureza, buscar uma vida tranquila e com poucos desafios, tornando-se pessoas sedentárias. Assim, o aumento de lojas virtuais e entregas de produtos por aplicativo justifica-se por essa tendência sedentária da sociedade.
Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento nos casos de desemprego, pois apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, direitos fundamentais como moradia e alimentação, por exemplo, a maioria dos brasileiros vivem em situação de pobreza. Dessa forma, essa carência financeira obriga boa parte dessa população submeter-se a trabalhos insalubres que, muitas vezes, não existe nenhuma formalidade legal, segundo o jornal Uol, o trabalho informal cresceu em mais de 20% em 2019. Destarte, a má distribuição de rende tem influenciado diretamente na precarização do trabalho no Brasil.
Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperam para mitigar com a precarização das relações de trabalho no Brasil. Para isso, o Ministério do Trabalho deverá desenvolver projetos educacionais nas escolas, como a semana do empreendedorismo, com estudo de casos e peças teatrais, com intuito desenvolver ideias inovadoras nos jovens para que haja uma movimentação e um aumento do interesse no desenvolvimento da economia do país, com a finalidade de distanciar a dependência do Estado pela população.