A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/12/2020

O processo de ``uberização´´ que acomete a sociedade durante o século XXI, cresceu de forma exponencial nos últimos anos, como uma maneira de complementar a renda dos trabalhadores brasileiros ou muitas vezes, garantir o próprio emprego, daqueles que estão desempregados, tornou-se a atual situação de milhares de pessoas que vivem no país. No entanto, essa forma de obtenção de ofício, a que se refere em uma era que dispõe de tantos aparatos tecnológicos, o trabalho a que são dados as estas pessoas, convergem como um ato de precarização ou liberdade?

A priori, esse processo pelo qual milhares de pessoas enfrentam dia a dia, condiz a um Brasil de antes da Constituição de 1934, no qual, durante o governo de Getúlio Vargas, foi estabelecido a justiça do trabalho, dando o suporte e garantias ao trabalhador brasileiro. Entretanto, não é isso que ocorre com vinda desses aplicativos, pois, pelos usuários terem uma maior flexibilização através deles, esses acabam ficando sem inúmeros direitos, de como por exemplo, não terem garantias trabalhistas, como auxílio doença, férias remuneradas, 13º salário, previdência social, do valor recebido durante as corridas, não chegar nem ao do salário mínimo, além de uma limitação de jornadas de trabalho. O que confere por via um total retrocesso, coincidindo com práticas análogas à escravidão.

Além disso, com a revitalização das cidades e capitais muitos trabalhos entraram na informalidade, bem como, muitos acabam não sendo oficializados na carteira de trabalho, tornando-os meros bicos´´. Em virtude disso, as pessoas ficam sem uma renda e dependentes da espera de uma brecha para ganharem seu dinheiro. Como ainda, através da pandemia acometida pelo ano de 2020, muitos cidadãos acabaram por perder seus empregos e se viram na necessidade de adentrarem ao processo de uberização´´, tornando mais evidente a tomada mudanças para combater essas desigualdades.

Portanto, tendo em vista que essa forma de trabalho é precário, é de necessidade que os aplicativos de entregas ou de motoristas, garantam o aumento do valor mínimo por viagens, bem como do número de quilômetros rodados. Além disso, dos governadores de cada Estado, junto com os apps, de proverem o auxílio-pandemia, onde inclui a distribuição de álcool em gel, máscaras e caso os motoristas sejam contaminados pela atual Covid-19, recebam uma licença remunerada, tendo assim seus direitos como trabalhadores.