A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 01/11/2020
O sistema capitalista vivenciou três grandes revoluções industriais. Atualmente, a quarta revolução industrial é mais um processo que promove a liberdade e descentralização de serviços, o que beneficia às pessoas que recebem esses serviços. No entanto, os avanços não são benéficos somente aos consumidores. Dados relatam que o trabalhador na era tecnológica é mais bem remunerado e , como autônomo, não precisa se prender a horários e normas trabalhistas. Em primeira análise, é necessário entender como o progresso econômico e a precarização do trabalho são antagônicos. De acordo com o Banco Mundial, de 1820 a 2015, houve uma redução de 85% no número de pessoas que viviam em extrema pobreza. Somado a isso, a ascensão econômica mundial possibilitou o surgimento de novas tecnologias e dinâmicas de mercado, o que diminuiu a precarização do trabalho. Trabalhos braçais e insalubres , antes exercidos pelos homens, passam a ser feito por máquinas. Assim sendo, é evidente que o progresso econômico pressupõe melhores condições de trabalho e não a precarização. Em segunda análise, é imprescindível compreender os motivos que levam a descentralização e a liberdade serem importantes para promover o bem estar. Para Friedrich Hayek, ganhador do Nobel de Economia, a descentralização dos serviços e a liberdade nas relações de trabalho são essenciais para o avanço tecnológico e melhorias socioeconômicas. Decerto, a profecia do economista se confirma com o surgimento de novos postos de trabalho na era tecnológica. Segundo o site " Olhar Digital", um motorista do aplicativo “Uber” pode ganhar, em média, 7 mil reais por mês, valor muito acima do salário mínimo. Em suma, é mister medidas que estabeleçam a garantia da liberdade e descentralização de serviços. Portanto, o Estado, por intermédio do Congresso Nacional, deve criar comissões que avaliem as novas profissões, norteadas pelo princípio constitucional da valorização do trabalho e da livre iniciativa. As comissões devem avaliar critérios como: remuneração, insalubridade e liberdade para se vincular e se desvincular do mercado.. Ademais, por meio de consulta pública, a população opinará sobre as novas relações de trabalho e seus benefícios. Desse modo, o progresso socioeconômico será garantido, a liberdade promovida e a precariedade ficará em um passado distante.