A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 01/11/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas da mesma forma. Porém, a questão da uberização do mercado de trabalho na era tecnológica contraria o ponto de visto do filósofo, uma vez que, no Brasil, essa parcela da população sofre discriminação constante. Nesse sentido, medidas estratégicas são necessárias para alterar o cenário atual, que tem como causas: silenciamento e falta de responsabilidade governamental.

Em primeiro plano, a falta de debates é um empecilho no que diz respeito à resolução da temática. Segundo Habermas, a linguagem é uma forma de ação. No entanto, na realidade atual, o silenciamento acerca do tema é um problema, visto que não é discutido e poucas pessoas sabem qual é a realidade vivenciada pelos “motoboys” e ciclistas, que arriscam sua vida para levar comida à elas.

Além disso, a falta de responsabilidade do governo é outra dificuldade enfrentada para reverter a situação. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Locomotiva, mais de 3 milhões de indivíduos trabalham para plataformas como, “UberEats”, “Rappi” e “Ifood” no Brasil. Nesse contexto, observa-se que o número de pessoas que faz parte desse ramo é extremamente alto e no país estes são excluídos, de modo que, não têm férias, plano de saúde e não vão se aposentar, o que tange a uma não resolução do paradigma.

Portanto, é preciso intervir sobre a problemática. Para que isso ocorra, o governo federal em parceria com canais midiáticos - como Globo, SBT e Record -, deve criar projetos de lei por meio de mídia e autoridades políticas, a fim de que a população possa também ficar por dentro do assunto. Tais projetos devem conter cláusulas eficazes para que seja feita a uberização do mercado de trabalho e os trabalhadores não fiquem sem seus direitos. Assim, talvez, seja possível construir um país de que São Tomás de Aquino se orgulhasse.