A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 01/11/2020
Durante o período da Revolução Industrial, ocorreu-se um processo de mudança nas relações de trabalho entre o Proletário e seu chefe, visto que a excessiva carga horária, o trabalho infantil e de gestantes ao longo dos anos foi sendo reduzido pelas denominadas Leis Trabalhistas, aos quais fornecem direitos legais aos trabalhadores. Trazendo esse contexto para a realidade contemporânea, é possível observar que a “uberização” do trabalho na era tecnológica assim como o período de revolução abordado anteriormente pode promover uma maior liberdade aos funcionários, mas, como consequência proporciona a precarização do ofício tradicional.
Primeiramente é necessário afirmar que, o processo de “uberização” possui benefícios como por exemplo, a autonomia no modo de trabalho, a facilidade de acesso e entrega de produtos, além do encurtamento de distâncias entre a mercadoria e o indivíduo em questão. Mas também possui malefícios sendo estes a falta de proteção das leis trabalhistas, a dificuldade do acesso a tecnologia para pessoas de baixa renda, além da redução do número de indivíduos no modelo de emprego tradicional, o que acaba por prejudicar não somente o ser humano em questão, mas a sociedade como um todo.
Consequentemente, os pontos negativos apontam que essa modernização trabalhista recente ainda necessita de reparos, visto que a escassez de proteção das Leis do trabalho faz com que o funcionário fique mais adepto a perca de seus direitos, o empecilho do acesso a tecnologia a população de renda inferior torna-os inacessíveis ao método de emprego atual e, a queda na quantidade de participantes na unidade de trabalho tradicional pode vir a proporcionar crises econômicas e um elevado índice de desemprego em massa.
Em síntese, conclui-se que o crescimento acelerado da “uberização” no Brasil possui além de aspectos positivos, impactos negativos que podem prejudicar o modelo econômico atual. Portanto, é necessário que as empresas de entrega por aplicativo, por meio de políticas, leis e termos de adesão, informem e proporcionem aos seus transportadores os seus direitos e comportamentos, de modo com que estes passem a ficar cientes de sua função e protegidos mediante a lei em determinadas situações, proporcionando assim, um pensamento de reflexão com relação a mudança de profissão, com finalidade de não haver a precarização do sistema trabalhista tradicional e uma maior liberdade de escolha entre os indivíduos.