A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/11/2020

A primeira revolução industrial ocorreu em 1760 até 1850, na Inglaterra, e representou o marco de novos desafios e evoluções que o mundo enfrentaria. No século XXI, especula-se que a quarta revolução industrial é consequência da “uberização”, por meio de aplicativos e do trabalho independente. Sendo assim, cabe avaliar as causas e consequências enfrentadas por esses trabalhadores diariamente.

Diante disso, essa nova modalidade de trabalho é opcional para todos, porém, é mais adotada por pessoas que não possuem um emprego fixo e que não apresentam uma boa grade escolar. O principal objetivo desses aplicativos é a flexibilização  do trabalho, uma vez que o trabalhador é responsável por fazer a sua carga horária  de acordo com a sua necessidade e logística. Portanto, as consequências enfrentadas pelos entregadores são responsáveis pela precarização desse serviço.

Com isso, de acordo com a pesquisa feita pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), durante a pandemia provocada pelo COVID-19, mais de 62% dos trabalhadores afirmaram trabalhar acima de nove horas diárias, além de contribuir para a disseminação desse vírus. Ademais, por não ter vínculo empresarial, os entregadores não são detentores de salários fixos e beneficiados com férias ou décimo terceiro salário. Todavia, se analisado de um aspecto geral e socioeconômico, a “uberização” minimiza a taxa do desemprego estrutural.

Dado o exposto, os desafios enfrentados pelos trabalhadores “uberizados” são imensos no Brasil. Como forma de resolver essa problemática, infere-se a necessidade de o Governo, por meio dos seus poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, incrementar, reformular e aplicar leis que visam a resolução dos problemas apresentados anteriormente. Dessa maneira, as leis serão aplicadas e fiscalizadas pelos prefeitos de cada município, que deverão alegar se a logística pré-estabelecida condiz com a organização de sua cidade. A partir dessas ações, espera-se que a “uberização” sofra uma grande valorização social.