A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/11/2020

Tecnologia, um benefício reverso

A série “Black Mirror” ilustra várias situações em que a tecnologia está inserida e como ela pode ajudar ou prejudicar a vida de um cidadão. Do mesmo modo, ocorre em algumas situações reais, como na utilização de aplicativos de entregas. Dessa maneira, é importante avaliar em quais aspectos, e para quais pessoas, esses aplicativos resultam em uma liberdade ou em uma precarização cotidiana.

De início, o presente ano é de conturbações envolvendo a pandemia, o que resultou na permanência da população em casa, medida principal exigida pela Organização Mundial da Saúde. Com isso, muitas pessoas contam com serviços de entrega de alimentos e medicamentos nas residências, através de aplicativos, os quais atribuem a elas agilidade nas compras e segurança por não precisarem sair de casa.

Por outro lado, enquanto algumas pessoas são beneficiadas com tais aplicativos, outras não adquirem benefícios, como os motoristas e entregadores das mercadorias. Segundo um entregador entrevistado no jornal “A Gazeta”, não há um órgão administrativo ou uma pessoa responsável para recorrer, caso aconteça imprevistos envolvendo problemas de saúde e danos com o transporte. De fato, trata-se de um serviço em que basta um cadastro na plataforma tecnológica para se tornar funcionário, sem exigências e entrevistas pessoais.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. É importante que o Ministro do Trabalho dê mais atenção ao novo método trabalhista, por meio da criação de leis que visa beneficiar as pessoas que estão inseridas nesse tipo de ocupação. Com tais leis, essas pessoas poderão reivindicar problemas ocorridos durante a jornada de trabalho para obterem um suporte necessário. Espera-se, com essas medidas, minimizar a precarização desses novos trabalhos da era tecnológica.