A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/11/2020
A pandemia de Coronavirus no ano de 2020 colaborou para o aumento de compras cibernéticas a fim de evitar aglomerações.Diante disso,o crescimento da uberização do trabalho foi significativo.No entanto,apesar de mostrar-se um empreendimento e um trabalho flexível,as condições informais que rodeiam esses entregadores mostra uma realidade totalmente diferente e descreve um problema social.Dessa forma,vale analisar a pobreza como propulsor da adesão desse trabalho e as conseqüências da cobrança desses atuantes.
Primeiramente,é importante destacar como a carestia leva a aceitação das más condições da uberização laboral.Nesse contexto,o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento relatou que o Brasil é um dos países mais desiguais do Mundo,ou seja,a situação de pobreza extrema se intercepta com as demais classes.Desse modo,essas pessoas encontram-se em constante busca de trabalho e ao se depararem com essa nova modalidade se submetem a situações degradantes de várias horas de entrega sem garantias trabalhistas,já que a necessidade capital é o mais importante.O que provoca,portanto,a exploração desses entregadores informais.
Ademais,as posteriores decorrências das cobranças desses empregados é um aspecto a ser discutido.Nesse viés,segundo o filósfo Buying Chu Han a sociedade do cansaço atual é descrita pela constante busca por produtividade.De maneira análoga,os labutadores de entrega como “Ifood” recebem uma grande pressão demandada por estrelinhas que descrevem sua produtividade e continuidade nesse cargo.Com tais objetivos,esses indivíduos tornam-se extremamente desgastados e sofrem do risco constante de acidentes pela rapidez da entrega demandada.Por isso,torna-se imprescindível mudar essa perspectiva.
Sob visão dessas circunstâncias,é necessário solucionar tais impasses dessa área uberizada.Logo,o Ministério do Trabalho,instituição que garante os direitos trabalhistas e a manutenção deles,deve,por meio de capital advindo do Estado,aprimorar a fiscalização desses empregados e mudar essa realidade exploratória cobrando a formalização desse para com o objetivo de melhorar as condições trabalhistas dos necessitados.Além disso,esse agente deve proibir a realização de avaliação para diminuir a pressão,desgaste e os riscos acidentais.Espera-se,desse jeito,melhorar a situação de precariedade da crescente uberização do trabalho no Brasil.