A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/11/2020

O novo operariado do século 21, aquele com péssimas condições de trabalho e menosprezado pela rede consumidora dos países. Esse, visto pelos olhos de uma sociedade capitalista, possui um emprego autônomo, o qual pela sua constante mobilidade, adquire uma falsa liberdade de ir e vir.Assim, a “uberização” do trabalho- termo associado a rapidez e eficiência na entrega de produtos e locomoção de seres- na era tecnológica, está a cada dia mais precarizada; sendo, então, necessário um viés mais humanizado para aqueles que participam ativamente do serviço.

Ademais, pela evolução dos meios de comunicação e a proporcionalidade de maneiras adquiridas para a melhor eficiência no contato entre os seres, aumentando a rapidez e a mobilidade de serviços, diversos aplicativos vieram a surgir. Como,aqueles que visem a rápida locomoção por meio de motoristas a prontidão, ou até mesmo a entrega de alimentos e produtos, em questão de minutos até os consumidores, exemplificado pelo Uber e Ifood.E assim. de certa forma, é posto de lado a questão social dos entregadores, os quais trabalham em uma era moderna,mas com relações  de trabalho precárias, já que o principal objetivo é satisfazer o consumidor e não aquele responsável pela entrega.

Certamente, transpassada pelos séculos, a ideia proposta pelo filósofo Karl Marx e a luta de classes, ainda prevalece no século 21, visto que o proletariado agora ocupa o lugar da inovação tecnológica, e o operariado, dos entregadores.Já que esses, desconhecem o produto final de sua entrega, como também são submetidos a uma precária condição de serviços, como por exemplo o alto custo de combustível, possíveis acidentes de transito e até mesmo imprevisto com clientes dos aplicativos.E então, a falsa liberdade que emitem, é na verdade fruto do capitalismo desigual na sociedade.

Portanto, a fim de diminuir os impactos da “uberização” do trabalho na era tecnológica para os entregadores, é necessário que as principais empresas de aplicativos- como Uber, Ifood,- se juntem para poderem ver e proporcionar maneiras mais agradáveis de trabalho a esses. Exemplificado, por ações de melhores salários, disponibilizar os meios de transporte e custo pagos a tais trabalhadores; assim, com o passar do tempo, esses não sejam submetidos a precárias condições, e então não seja necessário uma futura luta de classes pelo direito a humanização do trabalho.