A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/11/2020
No século xx, com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, a população passou a se relacionar de maneira nunca antes vista, alinhando tecnologia e trabalho. Contudo, na contemporaneidade brasílica, essa relação entre os meios está causando problemas na sociedade, tendo em vista a precarização dos postos de serviços graças a “uberização” do trabalho. Dito isso, faz-se necessário debater a questão governamental e cultural para solucionar o impasse.
Diante de tal cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que a Constituição Federal, em seu artigo 5º, diz que todos são iguais perante a lei. Entretanto, o que se nota é a inoperância dessa norma constitucional, haja vista a falta de direitos para os trabalhadores que usam das tecnologias para oferecer serviços, como os entregadores de “Fast-Food”. Tal situação, por ser algo novo nas relações sociais carece de leis que assegurem os direitos desse grupo, como o 13º salário, e, assim, igualar esses indivíduos ao restante da sociedade. Portanto, são necessárias ações enérgicas do Estado para que essa nova classe de servidores não fiquem as margens da sociedade.
Além disso, é importante dizer que o individualismo contribui para a precarização do trabalho ‘‘Uberizado’’. Isso porque, o homem moderno tem o instinto de enriquecimento e de lucrar cada vez mais, não importando, para isso, as maneira que faça acontecer, que no contexto atual é pela exploração do trabalhador. Tal contexto, remota ao pensamento maquiavélico, o qual sugeria que os fins justificam os meios, ou seja, com o fito de acumular capital( os fins ), o sujeito deixa de humanizar as condições de trabalho do proletariado ( meios ). Nesse sentido, acabam refletindo costumes errôneos, como o não pagamento de seguro desemprego, para os motoristas de Uber, por exemplo, quando deixam de prestar serviços ao aplicativo.
Por fim, são necessárias medidas para resolver o problema abordado. Assim, o Estado, para fazer valer o artigo 5º da Carta Magna, deve criar leis que possam garantir que os trabalhadores da era ‘‘uberizada’’ não fiquem sem seus direitos, por intermédio do Poder Legislativo, órgão responsável por criar as leis. Ademais, a mídia, com seu alto caráter persuasivo, tem o dever de conscientizar a população sobre os malefícios da ‘‘uberização’’ do trabalho na modernidade tecnológica, como a falta de seguro desemprego, por meio de seus diversos canais, tais como rádio e televisão, com a finalidade de harmonizar os relação entre os meios e acabar com a precarização do trabalho. Só assim, todos poderão usufruir de forma saudável dos benefícios da Revolução Industrial.