A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/11/2020
É de conhecimento geral, que desde o início da pandemia as taxas de desemprego aumentaram, um aumento de 27,6% nos primeiros 4 meses de acordo com o IBGE, fazendo com que a “uberização”, que é um novo modelo de negócios que faz uma mediação entre o cliente e o produto, aumentassem. Uber, Ifood, Uber eats, entre outros aplicativos de entrega, são cada vez mais utilizados e a precarização desses sistemas, para quem trabalha, é muito grande.
Visto que, por esses entregadores não serem contratados daquela empresa e sim um mediador, para levar o produto ao cliente, não possuem os direitos trabalhistas, declarado pela CLT (consolidação das leis trabalhistas), ou seja, não possuem um trabalho assalariado, férias, registro na carteira de trabalho e nem, consequentemente, a aposentadoria, entre outros.
Consequentemente, uma manifestação conhecida como “Breque dos Apps”, foi feita pelos entregadores juntamente dos usuários que consomem e utilizam essas plataformas, para uma melhoria nas condições de trabalho, onde eles foram as ruas para exigir seus direitos e os usuários pararam de consumir naquele dia, dando também, notas baixas aos aplicativos.
Portanto, para que essas situações diminuam ou parem de ocorrer, seria necessário que esses entregadores tivessem um contrato direto com a empresa, recebendo aquilo que já é seu por direito e todos os mecanismos para trabalhar, e para que isso ocorra, é preciso de uma lei que obrigue as empresas os contratarem, ou que coloque um valor fixo para cada entrega, para que eles recebam um salário mais digno, gerando assim uma melhora nas condições de trabalho e vida daqueles que trabalhadores.