A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/11/2020

Desde o advento do fenômeno da globalização o mercado do trabalho vem sofrendo profundas transformações. Estas são caracterizadas pelo crescimento da informalidade, flexibilização e liberdade no trabalho, assim ocorre a uberização do trabalho, o que provoca o aumento da precarização e um impacto direto nas condições trabalhistas. Dessa forma, torna-se necessário a discussão sobre esse cenário de trabalho.

As revoluções industriais e técnico-científicas são responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico e mudanças estruturais no trabalho. Pode-se citar como exemplo o crescimento da produção flexível, também conhecida como toyotismo. Essa modalidade da produção industrial passou a pautar pela flexibilização da produção, ou seja, conforme a demanda. No âmbito das relações de trabalho, o funcionário que antes se limitava à realização de funções mecânicas e repetitivas começou a ser mais multifuncional, o que passou a exigir maior formação técnica e profissionalização.

Além disso, automação dos processos industriais  provocou a exclusão da mão de obra humana. Consequentemente o desemprego aumentou e sob várias formas, ampliou-se o trabalho informal. Essas mudanças  são responsáveis pelo surgimento de uma nova forma de trabalho, conhecido e nomeado como uberização. Entretanto, essa é vista como um problema, pois os empregados não registrados ou autônomos em áreas não regulamentadas passam a contar com pouquíssimos direitos sociais e nenhum trabalhista, o que contribui para uma precarização ainda maior das relações de trabalho.

Portanto, para mudar esse cenário trabalhista, cabe ao Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, fornecer pequenos cursos de administração para auxiliar a carreira dos trabalhadores autônomos e disponibilizar conhecimento sobre o mercado de trabalho. Além disso, o Ministério do trabalho deve fiscalizar às empresas, para que fornecem contratos dignos para os trabalhadores, garantindo direitos trabalhistas, a fim de diminuir a precarização.