A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/11/2020
Em 2008, Steve Jobs, empresário e CEO da Apple, apresentou o primeiro smartphone com acesso à internet no mundo, desde então, as maneiras de trabalho e comunicação foram remodeladas, dessa forma abrindo espaço para a ‘‘uberização’’ do século XXI. Nesse viés, os aplicativos de prestação de serviços e de vendas online promovem a liberdade da sociedade economicamente ativa, pois acabam permitindo a livre iniciativa de pequenos empreendedores e mitigando a alienação do proletariado.
Em primeiro lugar, cabe enfatizar, de antemão, que a liberdade é construída pelo conceito neoliberal da livre iniciativa de capital. Nessa perspectiva, em 1994, o empresário Jeff Bezos fundou a Amazon dentro de sua residência, com o intuito de vender livros e objetos online. Atualmente, a empresa é considerada uma das mais valiosas e o seu fundador o homem mais rico do mundo. Sendo assim, fica evidente que o avanço da Globalização e do Neoliberalismo constroem alicerces para os aplicativos moldarem a livre iniciativa para pequenos empreendedores, uma vez que, sujeitos às ferramentas da ‘‘uberização’’, por conseguinte, podem atingir a sua liberdade econômica e social.
Em segundo lugar, diante do supracitado, vale ressaltar que a era tecnológica do trabalho desconstrói a alienação dos trabalhadores brasileiros. Isso ocorre porque, de acordo com o sociólogo Karl Marx, o proletariado torna-se vítima da alienação ocorrida nos meios de produção das indústrias, da mesma forma que ocorre em jornadas longas de trabalho. Logo, perante ao caso da livre iniciativa, muitos trabalhadores podem migrar para aplicativos de entregas e vendas para montar o seu próprio negócio e desconstruir a alienação trazida do Fordismo, já que podem modelar a sua carga horária e gastos diários. Por isso, a ‘‘uberização’’ permite que muitos indivíduos alcancem a liberdade de trabalho e remodelem os conceitos de alienação propostos os Karl Marx.
Portanto, visto que os aplicativos de prestação de serviços e vendas concedem o livre arbítrio para a criação de um novo negócio e a desconstrução da alienação do proletariado, cabe ao Estado promover a flexibilização para empresas como a Uber e Ifood, com o propósito de impulsionar a economia. A priori, o Ministério da Fazenda deverá reduzir os impostos sobre empresas tecnológicas de terceirização de serviços e vendas, tais como Mercado Livre e Uber, dessa forma, acabará por diminuir as taxas cobradas sobre os prestadores de serviços e microempreendedores de tais empresas, com a finalidade de aumentar os lucros e gerar mais empregos livres da alienação dos proletariados. Por fim, fica claro que a ‘‘uberização’’ dos trabalhos permitem a liberdade dos indivíduos, à medida que a sociedade torna-se livre de patrões autoritários e acelerem a economia do país.