A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/11/2020

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do Sistema Judiciário Brasileiro - garante condições trabalhistas dignas ao ser humano. Entretanto, percebe-se que a realidade do cidadão é divergente daquela prescrita pela carta Política, haja vista a adversidade das relações trabalhistas, como é o caso da ´´uberização´´. Dessa maneira, o aumento da tecnologia nas relações sociais, bem como a alienação do trabalhador, danifica a vida do funcionário. Assim, o Governo Federal e a escola devem tomar medidas para mudar tal quadro.

Nesse contexto, é nítido como o excesso da tecnologia na vida humana precarizou o corpo social. Segundo, o economista Klaus Schwob vive-se na contemporaneidade a quarta revolução industrial, a qual introduziou de maneira agressiva a modernização em todos os campos sociais. Por conseguinte, houve a industrialização dos setores profissionais, e muitos empregados foram demitidos ou houve a redução em seus salários, pois a máquina é mais eficiente que o homem. Dessa forma, os direitos assegurados pela Carta Administrativa não são devidamente consolidados, fragilizando as condições de trabalho.

Ademais, nota-se como o fenômeno da ´´uberização´´ evidenciou a alienação do funcionário na sociedade. Para exemplificar tal fato, a música ´´ Capitão de indústria´´ da banda ´´Os paralamas do sucesso´´ narra o cotidiano do sujeito que vive para trabalhar, e não faz mais nada além disso, demonstrando a submissão do indivíduo à atividade monetária. Além disso, o sociólogo Karl Marx afirma a condição de opressão sofrida pelo proletariado a partir do patrão, e como pela falta de conhecimento da situação vivenciada, ele não percebe que está sendo oprimido pelo chefe. Portanto, é notório como a escassez da informação dos direitos trabalhistas pelos indivíduos, prejudica a saúde mental do funcionário.

Diante do exposto, é necessário tomar atitudes para efetivar as leis da Magna Carta. Desse modo, o Governo Federal deve garantir boas condições de trabalho, por meio do Ministério de Trabalho (MT). Outrossim, a escola, principal instituição educacional, deve alertar seus alunos sobre o perigo da alienação na atividade monetária, mediante palestras, com o intuito de minimizar essa prática antiética.