A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/11/2020
A flexibilização do trabalho e os trabalhadores da nova era
A escravidão de negros no Brasil durou por mais de 300 anos e seu objetivo desde o início era o ganho de lucro para a nobreza, em detrimento das minorias. Hodiernamente, o sistema econômico liberal que trouxe a flexibilização do trabalho e o uso de mão de obra terceirizada pelas empresas, tem sido dominante entre as relações nacionais e internacionais de grande parte dos países. Porém, a sociedade sofre várias consequências, tanto por desamparo legal do Estado, quanto por estruturas do ambiente em que os indivíduos estão inseridos, e que precisam ser analisadas para que essa problemática seja resolvida.
Pode-se mencionar o filósofo Karl Marx, que teorizou que em uma sociedade capitalista o trabalhador que não possui vantagens nos meios de produção dispõe então, apenas, da sua força de trabalho. Dessa forma, a Quarta Revolução Industrial e sua característica de “uberização” dos empregos provam que, nesse mundo caótico onde há muitos desempregados e outros em péssimas condições, as pessoas utilizam da própria força para o trabalho mesmo que isso não assegure estabilidade financeira.
É possível citar, por exemplo, o pensamento da cientista social Ludmila Abílio que é constituído do ideal que a precarização e o desenvolvimento tecnológico integram o desenvolvimento capitalista. Desse modo, o sistema que visa adquirir lucro não tem como responsabilidade o cuidado com o bem estar dos trabalhadores e, à longo prazo, pode trazer vários danos à saúde da população.
De acordo com os fatos supracitados, pode-se concluir que ações para solucionar o impasse discutido são indispensáveis. Dessa maneira, o Poder Legislativo, junto ao Governo Federal, deve criar leis que assegurem a integridade física e moral dos trabalhadores, além de um regulamento para todas as empresas que utilizam desse serviço, a fim de tornar um ambiente seguro e estável para a população. Ademais, é necessário que o Ministério da Justiça crie um departamento para fiscalizar as circunstâncias de todas as instituições registradas, para que o bem estar individual seja valorizado e futuros prejuízos não aconteçam.