A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 04/11/2020

Em uma plausível elucidação, uberização, é o conceito utilizado para denominar o acervo de serviços criados para encurtar a distância entre o produto, ou serviço, oferecidos e a demanda do mesmo, um tipo de negócio com um número menor de intermediários, no entanto, tal trato comercial, promove o crescimento do desemprego, além de promover o sedentarismo uma vez que o produto desejado está a apenas um toque de ser obtido.

É evidente o crescente número de desempregados no país, uma vez que não são necessário o mesmo número de pessoas que antigamente para executar um determinado serviço. Segundo o IBGE, o número de desempregados cresceu 27,6%, atingindo 12,9 milhões no mês de agosto, no entanto, são mais 2,8 milhões desempregados. Isso ocorre pois, nesse modo de negócio, diminui-se o número de intermediários, requerendo assim menos pessoas para execução do serviço, impulsionando o aumento da quantidade de desempregados em todo o país.

Em segundo plano, destaca-se a facilidade de uma vida com acesso a tecnologia, permitindo uma exorbitância de possibilidades sem sair do lugar promovendo o crescimento do sedentárias no Brasil. De acordo com a OMS, o Brasil é o país mais sedentário da América Latina e ocupa a quinta posição no ranking mundial. Quando Sócrates, filósofo grego, assegura que “Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença” refere-se a sociedade atual, que usa a tecnologia de forma alienada, preferindo ficar em casa utilizando tecnologia à sair de casa para cuidar da própria saúde.

Diante do exposto, é imprescindível que os Ministérios da Saúde e do Trabalho,  juntamente aos criadores dos meios de acesso, procure formas alternativas de manter a facilidade da uberização, de forma que propague a saúde, mostrando a importância de exercitar-se e não aumente o número de desempregados, rompendo barreiras do empreendorismo e deixando que o setor privado evolua gerando mais oportunidades de emprego, tendo em vista que um futuro sem esses cuidados seria como o representado no filme “wall-e” lançado em 2008, onde as facilidades em questão e o sedentarismo tornaram os humanos incapazes de se levantarem de uma cadeira, atividade básica do dia a dia.