A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/11/2020
Bibliotecas digitais, aplicativos de transporte e serviços de entrega diversos são alguns dos frutos da Quarta Revolução Industrial. Desse evento nasceram inúmeras contribuições positivas para a sociedade, mas que vêm sendo ameaçadas, ainda em seus berços, pela supremacia de governos que rogam para sí a tarefa de decidirem até mesmo as opções cotidianas de seus cidadãos. Processo esse alimentado pela mentalidade intervencionista de alguns gestores públicos que, posteriormente, escalam uma vasta estatização social.
Partindo da visão de Ludwig Von Mises, em seu livro “As Seis Lições”, o autor apresenta, entre outras coisas, o mal que a ideia de burocratização do mercado pode causar à sociedade. Assim como no exemplo posto em sua obra, no qual o governo intervém no preço do leite para reduzi-lo, há uma consequente alta na cadeia de produção do alimento; o mesmo aconteceria se as ações interventoras ocorressem nos serviços ofertados por aplicativos.
Analisando em paralelo o notório fato histórico brasileiro referente às companhias telefônicas, podemos criar parâmetros de análise das consequências das intervenções já referidas. Em tal conjuntura, os valores dos serviços de telefonia estatal nos anos 80 e 90 eram inacessíveis à grande parte da população. Após as privatizações não somente houve a queda nos preços como também ocorreu uma diversificação de opções ao consumidor. Isto posto, tornam-se mais claros os efeitos de possíveis medidas interventoras nos serviços “uberizados”.
Portanto, afastar das garras estatistas do estado os serviços e soluções digitais é crucial. Para tanto, caberá ao Governo Federal a extinção de agências reguladoras, por meio de decretos, o que ocasionará uma maior liberdade de execução e inovação nas serviços já prestados. Em paralelo, o Ministério Público do Trabalho deverá valorizar a legalidade dos contratos firmados nos setores da quarta revolução industrial, garantindo assim a justiça entre nas relações trabalhistas.