A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 05/11/2020

O filósofo Jean-Paul Sartre dissertou acerca do comportamento coletivo, evidenciando-o sobre o caminho para o real progresso de uma nação, a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, nota-se uma crescente discussão social sobre a “uberização” do trabalho na era tecnológica. Com isso, em vez de trabalharem como estratégias eficientes, a má fiscalização, aliada à razão estrutural, acabam por contribuir com a precarização dessa nova modalidade.

Primeiramente, é possível perceber que essa fragilização do trabalho no meio cibernético se deve a questões político-estruturais. De acordo acordo com o site Abril, o trabalho informal e terceirizado acarreta problemas na sociedade atual, como por exemplo, a falta de direitos trabalhistas. Esse dado evidencia a baixa ineficiência de mecanismos de fiscalização que promovam a resolução da ocorrência desse impasse, tais como o Ministério da Justiça e a atuação da Consolidação das Leis Trabalhistas. Diante disso, é notório a existência desses meios é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar a “uberização” na internet.

Além disso, é cabível afirmar que essa situação nociva acontece devido à razão estrutural que é o Fato Social. Segundo Durkheim, o Fato Social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, coletividade e coercitividade. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a lenta mudança na mentalidade de parte da sociedade sobre a valorização dos direitos trabalhistas na era tecnológica precisa ser disseminada que esse aprendizado seja adotado por todos de forma natural.

Portanto, torna-se clara a relevância da adoção de medidas para essa problemática. Nesse sentido, urge que o Ministério da Justiça, por meio do melhor investimento do dinheiro público, formule leis mais rigorosas que estabeleçam centros de fiscalizações corretas para a “uberização”, que contem com horários estendidos e profissionais capacitados. Bem como a escola - uma vez que é o órgão principal para a criação do senso crítico - crie palestras educativas que retratem a importância das novas formas de trabalho na era digital. Dessa forma, aumentará o bem-estar social, o que vai de encontro com a teoria de Sartre.