A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/11/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, oq eu se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que a os embates relacionados a “uberização” apresentam barreiras. Esse empasse resulta da crescente dependência da internet, e a precarização relacionada as condições dos trabalhadores.
Apirori, é fulcral salientar a crescente utilização de celulares como uma das causas do problema. Sob esse prisma, os dispositivos oferecem vários segmentos de aplicativos para compra de produtos, como restaurantes, farmácias e mercados. Sob esse espectro, o psicólogo e escritor Adam Alter, destaca em seu livro ‘‘Irresistible’’, que o vício as telas avança de forma silenciosa. Nessa conjuntura, a variedade de serviços oferecidos, atrelado ao vício crescente aos celulares resulta em uma alta demanda.
Nesse sentido, em decorrência dessa movimentação de compra e venda, é necessário um número maior de trabalhadores para efetuarem as entregas. Sob esse espectro, cresce a procura por profissionais independentes e de baixo custo. No entanto, para o trabalhador essa metodologia apresenta falhas, devido a ausência dos direitos oferecidos por um emprego com carteira assinada, como férias, décimo terceiro e FGTS. Dessa forma, tal conjuntura fere a Ética Utilitarista, na qual uma atividade moralmente correta maximiza o bem estar da maioria.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Dessarte, com intuito de mitigiar os empasses, cabe ao Congresso Nacional desenvolver, legislações que assegurem melhores condições de trabalho para esse segmento, como carga horária, taxa mínima de entregas e utilização de equipamentos de proteção individual (EPI’s). Desse modo, espera-se que, em médio a longo prazo, os impactos negativos, alcançando a Utopia de More.