A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/11/2020
O Filme " Você não estava aqui" conta a história de Ricky e sua família, que lutam contra dívidas do colapso financeiro em 2008. Na obra, observa-se que o protagonista aceita uma oportunidade de ter seu próprio negócio como motorista de entrega. Fora da ficção, é fato que muitos brasileiro já vivenciaram essa situação, porém, devido a era tecnológica, a uberização do trabalho tornou-se uma precarização. Desse modo, ações eficazes para a reversão da falta de direitos e garantias trabalhistas, além da desigualdade de gênero.
É relevante notar que, os avanços tecnológicos mudaram o comportamento do consumidor e criaram um novo modelo de negócios sob demanda. Nesse contexto, surge a ubernização do trabalho como uma alternativa para o desemprego, uma vez que em 2018 houve uma aumento de 29,2% no número de pessoas que trabalha como motorista de aplicativo e taxista, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Todavia, percebe-se que não serem contratados formalmente, os trabalhadores não tem direitos e garantias trabalhistas, como auxilio doença, férias remuneradas, 13° salários e previdência social. Logo, é substancial a mudança desse cenário.
Outrossim, evidencia-se que as mulheres sofrem assédio dos clientes e pelos colegas de trabalho, além de haver diferença de salário e a desvalorização do seu serviço. Nesse sentido, constata-se que as motoristas mulheres recebam um total de 7% de ganhos por hora do que os homens, sendo um dos fatores o fato que o condutor do sexo masculino dirigir mais rápido e jornada dupla que impacta as pausa, segundo uma estudo publicado pelas universidades de Chicago e Stanford. Dessa maneira, verifica-se uma desigualdade de gênero, ocasionando uma necessidade de medidas estratégicas para a dissolução de tal conjuntura.
Em síntese, analisar o atual contexto é fundamental para mudar essa realidade. Para isso, cabe ao Poder Legislativo realizar um projeto de lei de regumentação dos serviços prestados via platarformas digitais, por meio de regras a serem seguidas pelas empresas e com aplicação de multas em casos de violação dessas. Ademais, cabe também ao Governo, por meio de redes sociais, TV, rádios e entre outros, promover campanhas de denúncias contra assédio dentro do ambiente de trabalho, a fim de incentivar as mulheres a denunciarem. Assim, espera-se um melhora na sociedade.