A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/11/2020
Durante a Revolução Industrial, as mudanças no modo de produção e a exploração da classe operária levaram ao surgimento de leis trabalhistas. Porém, com a popularização da internet nos últimos anos, as novas tecnologias vêm precarizando o trabalho, em um processo conhecido como “uberização”. Desse modo, as rigorosas exigências dos empregadores e os altos índices de desemprego fazem com que as pessoas adiram a essa nova modalidade.
Primeiramente, é importante ressaltar que, nos últimos anos, os patrões vêm buscando funcionários cada vez mais capacitados, o que exclui pessoas sem estudo do mercado laboral. Por exemplo, no filme “Parasita”, membros de uma família em extrema pobreza precisam mentir no currículo, inventando experiências e formações acadêmicas para que consigam arranjar emprego. Assim, nota-se uma marginalização das camadas sociais mais baixas, que, por não terem condições de pagar por uma boa educação, ficam de fora do mercado de trabalho.
Por conseguinte, os índices de desemprego vêm aumentando nos últimos anos, visto que muitas pessoas são vistas pelos empregadores como incapacitadas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa taxa atingiu a marca de 13,8% no segundo trimestre de 2020, o que corresponde a 13,1 milhões de ociosos. Logo, há uma quantidade significativa de cidadãos sem renda fixa, e muitos deles precisam buscar por ofícios precários para conseguirem se sustentar.
Portanto, fica visível a necessidade de combater o desemprego no Brasil. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação (MEC), garantir um maior acesso da população à rede pública de ensino, investindo dinheiro em um programa liderado por pedagogos para a construção de escolas em áreas periféricas, com o objetivo de promover um sistema educacional mais democrático e, destarte, reduzir a precarização do trabalho no país.