A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 04/11/2020

Segundo o filósofo e sociólogo Zygmunt Baumam, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Entretanto, a uberização do trabalho na era tecnológica só aumenta as crises mundiais. Sendo assim, percebe-se que a uberização é um desafio para o Brasil, o qual ocorre devido às redes contratuais descentralizadas, como também a necessidade de não ter uma rotina diária e possuir liberdade.

Primeiramente, é importante ressaltar que as redes contratuais descentralizadas estão diretamente ligadas à precarização. Analogamente, segundo o professor de ciências políticas do Ibmec, Adriano Gianturco, “Não é modismo, é tendência macroeconômica de usar a tecnologia para desenvolver quaisquer serviços”. Além disso, a não garantia dos direitos trabalhistas estabelecidos pela lei resulta em uma piora na qualificação dos trabalhadores. Certamente, a população trabalhista opta por diversos meios de receber a renda própria para sustento, os quais podem escolher os dias e horários de trabalho.

Indubitavelmente, a necessidade de não possuir uma rotina diária de trabalho está claramente refletida nos avanços tecnológicos. De tal forma, os escritórios compartilhados, mais popularmente chamado de “home-office” estão se tornando mais acessíveis para a população, somente o fato de não precisar se deslocar de casa para exercer a função de trabalho já é um avanço muito grande para os indivíduos. Ademais, o trabalho em casa não exige regras, como intervalo, hora de comer, entre outros.

Diante do exposto, medidas são necessárias para reverter essa situação. O Ministério do Trabalho deve investir em cursos de aperfeiçoamento por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que esses cursos apresentem para a população trabalhista o aperfeiçoamento e a qualificação das atividades realizados em casa. Com o intuito dos indivíduos se deslocarem uma vez por semana para a realização desses cursos. Com essa medida, espera-se que acabe as crises por escassez de centralização das empresas.