A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 05/11/2020
Após a Revolução Industrial e Informacional, ocorreu uma grande mudança nas relações econômicas, empresariais e sociais. Nesse sentido, paralelamente a esse avanço na sociedade contemporânea brasileira, houve uma uberização do trabalho, ou seja, é um novo modelo de mercado que objetiva a conexão entre prestadores de serviços e donos de empresas. Porém, essa forma de negócio resulta na precarização dos direitos trabalhistas. Diante disso, deve-se analisar a falta de comprometimento político, no intuito de garantir à dignidade do servidor e a ausência de projetos governamentais que assegurem o comprometimento do patrão com os direitos do indivíduo trabalhador.
Primeiramente, a falta de comprometimento político, no intuito de garantir os direitos trabalhistas é um problema atual. Isso decorre das mudanças ocorridas no governo do presidente Jair Bolsonaro, visto que, após o ano de 2018, houve aprovação de leis que flexibilizou os direitos trabalhistas, na intenção de diminuir os gastos mercantilistas na contratação da mão de obra. Entretanto, serviços como de entregador de produtos representam a classe mais afetada no tecido social, de acordo com o site G1. Nesse viés, a baixa remuneração e a excessiva carga de trabalho são os malefícios mais recorrentes que afetam a dignidade do trabalhador na contemporaneidade. Por isso, é preciso que os cidadãos tenham consciência do voto, no sentido de eleger políticos que defendem os benefícios do proletariado.
Em segundo lugar, a ausência de projetos governamentais que assegurem o comprometimento do patrão com os direitos do indivíduo trabalhador também é uma problemática. Isso porque, com o avanço das tecnologias digitais, nota-se que foi possível melhorar a conectividade entre logísticas e consumidores, pois com as redes sociais é possível ampliar a publicidade e a proximidade entre pessoas. Por consequência dessa substituição pela máquina, ocorre o desemprego estrutural. Ademais, geralmente as industrias fazem parcerias com servidores autônomos, a exemplo dos motoboys, para a função de entregadores, visto que essa ação é uma forma de não ter responsabilidades com o indivíduo prestador de serviço. Logo, em decorrência dessas precarizações do trabalho, é fundamental que os deputados criem leis na intenção de cobrar dos empresários a obrigatoriedade de assegurar o direito à segurança, à férias e à remuneração adequada.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Portanto, o Governo Federal, deve ampliar os órgãos fiscalizadores, por meio do apoio dos Sindicatos, na intenção de penalizar os empresários que desrespeitam os princípios básicos do trabalhador. Ademais, os cidadãos devem eleger políticos que defendem a dignidade do servidor, a fim de sanar com a precarização do trabalho nessa era tecnológica.
obrigatoriedade da contratação de pessoas para funções indispensáveis no dia a dia como também, a penalização