A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 05/11/2020

O filósofo Sartre defende que cada ser humano escolhe seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a responsabilidade da sociedade no que concerne à questão da uberização no trabalho. Dessa forma, observa-se que a uberização está ligada a quarta revolução industrial e reflete um cenário desafiador, seja em virtude das máquinas e aplicativos estar substituindo a mão de obra humana, porém também possui pontos positivos ao gerar uma facilidade e praticidade no dia a dia.

Em primeira análise, percebe-se que as máquinas estão cada vez mais presente no meio em que vivemos e essa atualização gera a substituição de uma mão de obra humana por outra tecnológica. Na obra “ Modernidade Líquida” Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo, de tal maneira, nota-se que a uberização chega a substituir os indivíduos e gera sérios problemas como uma maior taxa de desemprego, fazendo com que a pós-modernidade não seja um ideal para o bem estar humano.

Ademais, convém ressaltar que a praticidade atrai a mudança, fazendo com que as grandes fábricas e pontos comerciais atualizem-se e faça uma melhora no sistema de trabalho gerando uma facilidade e praticidade em relação a conexão com outras pessoas e nos sistemas de produção. A revolução 4.0 passa ser presente e leva a mudança para os indivíduos que devem-se adaptar e especializar a mão de obra para que não fique estagnado em meio a um mercado com constante evolução, exigindo ainda mais das pessoas.

Destarte faz-se necessário uma intervenção no que se diz a respeito da uberização ser uma precariedade para os indivíduos. Assim por meio do Ministério do Trabalho com apoio de ONGs devem realizar ações por meio da mídia com relatos de pessoas que já vivenciaram o desemprego por substituição de seus serviços por maquinários, a fim de de conscientizar a população a buscar uma evolução em que o bem estar humano não seja uma barreira, mostrando sermos livres e responsáveis com nós mesmo conforme Sartre.