A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 05/11/2020
“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”, frase dita pelo poeta chileno Pablo Neruda, que explica a liberdade de escolha que o ser humano possui. Assim, devido ao livre arbítrio do indivíduo, a pessoa tem o dever de poder escolher o que fazer, incluindo com o quê trabalhará, lidando com desafios e consequências. Desse modo, é válido ressaltar que a “uberização” do trabalho na sociedade atual é uma liberdade para a população, pois além de ampliar as possibilidades trabalhistas, permite o indivíduo de optar por trabalhar na área de entregas e fazer uma renda extra.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego atinge 12,7 milhões de brasileiros, pois muitas empresas e casas de famílias com melhores condições não querem assinar carteira assinada (cerca de 5% da população não possui a formalidade no trabalho. Dessa forma, com o aumento de divulgações de trabalhos envolvendo ubers, essas pessoas passaram a ter outra possibilidade de emprego. Assim, o número de desempregados está diminuindo cada vez mais.
De acordo com dados do UOL, a plataforma de transporte uber pode lucrar até 1700 reais por semana, devido a essa informação, as pessoas começaram a aderir tal plataforma de trabalho para gerar uma renda extra, como foi o caso do jornalista de São Paulo, entranto lucrou apenas 30 reais por dia, pois fazia apenas para possuir um a mais do salário. Com isso, é válido dizer que a possibilidade de escolher um emprego no qual você poderá decidir o horário que irá trabalhar e quando, como forma de ganhar uma renda extra, é de extrema importância para a economia brasileira e realização pessoal.
Portanto, a “uberização” do trabalho é uma liberdade profissional na vida do brasileiro, que começou a se sustentar através dessa nova forma trabalhista. Ainda por cima, com a circulação de dinheiro que é feita o país possui cada vez mais lucro, se destacando entre os outros. Por isso, é importante que esse setor passe a evoluir cada vez mais e se torne privado, com carteira assinada e direitos trabalhistas, para que, assim se torne algo que passe a ser a primeira opção de emprego para alguns e não apenas um “estepe” para todos.